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OBRIGADO PELA SUA VISITA BOM DIA SANTA CATARINA
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Santa Catarina , O Jornalismo falido
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Jornalismo On LIne
Na França, por exemplo, os diários “Libération” e “Le Monde”, ambos de esquerda, ainda que contanto com subsídios governamentais, andam pelas tabelas. De fato, vão devagar quase parando: “Libération”, fundado por Jean Paul Sartre (em 1973), sobrevive apelando para o jornalismo digital e o “Le Monde”, mal das pernas, cambaleia amparado na grana suja de esperma do gangster Xavier Niel, sujeito que começou a vida explorando casas de show em que mulheres nuas podiam ser vistas através de vitrines contorcendo-se em movimentos eróticos. A falência do jornalismo à esquerda não fica restrita a França de Sarkozy: na Inglaterra, segundo a “Economist”, nada menos de 70 jornais fecharam suas portas, sem choro nem vela, no biênio 2008/2009. O próprio “New York Times”, o templo mundial do jornalismo “politicamente correto”, perdendo assinantes e receitas publicitárias em cascata, enfrenta no momento uma dívida em torno de US$ 1 bilhão – o que o obrigou a abrir mão do controle de vários jornais da cadeia em todo país, salvando-se apenas o “Boston Globe” (ninguém sabe até quando). Sim, é fato: para continuar circulando, a The New York Times Co teve de vender a W. C. Carey & Company o prédio sede de 52 andares, situado na 8ª Avenida, no coração de Manhattan, passando a pagar o aluguel dos 19 andares onde outrora reinou como Deus desaconselha e o diabo manda: pedante e mentiroso. Pior: para não pedir concordata, a família Sulzerberg Ochs, que controla The New York Times com 19% das suas ações, viu, sem poder pestanejar, o empresário mexicano Carlos Slim Helú (dono no Brasil das empresas telefônicas Claro e Embratel) aumentar para 17% o controle acionário do jornalão sabe-tudo. Pior ainda: para salvar o volumoso investimento avaliado em US$ 267 milhões, o mexicano Slim - gordo, ensebado e bigodudo como o Sargento Garcia, de “O Zorro” - começou por impor cortes nos gastos com um exército de correspondentes e fechar sucursais no exterior. Em 2009, The New York Times tinha registrado um prejuízo de US$ 74, 5 milhões. Muita gente boa aponta o jornalismo eletrônico como o principal responsável pela ruína dos jornalões. Os motivos não são nada desprezíveis: blogs e sites não gastam com papel nem mantêm grandes redações, nem tampouco sofrem com perdas de receitas publicitárias – embora hoje, como se tornou evidente, o jornalismo on line comece a morder firme nas contas das grandes e pequenas agências de propaganda. Por outro lado, graças ao avanço da tecnologia digital, o jornalismo eletrônico conta com um dispositivo excepcional: sua dinâmica permite acompanhar e refazer a notícia a cada segundo, sempre em cima do fato, possibilitando até mesmo a transmissão de imagens ao vivo, usando, para tal fim, o vasto acervo imagístico exposto no YouTube. No entanto, não é apenas no plano da operacionalidade que o jornalismo on line causa rebuliço. Se a imprensa é, em essência, notícia e análise, o jornalismo eletrônico permite as duas coisas – o que o torna mais ágil, denso e promissor, cumprindo, em qualidade e quantidade, um papel sem paralelo no jornalismo de todos os tempos. Ademais, para fazer a análise qualificada, o jornalismo de site dispõe de tempo, espaço e liberdade (inimagináveis nas folhas de hoje em dia), conjunto de privilégios só entrevisto nos primórdios do bom jornalismo inglês, quando tipos como Samuel Johnson, Bernard Shaw, Addison e Hazlitt faziam da notícia “essays” generosos, férteis de conhecimento e objetividade crítica. Por sua vez, o jornalismo eletrônico, quando exercido à vera, sem a inibição dos códigos de redação e intermediários de praxe, cria uma ambiência especial, feita de independência, pesquisa e ousadia que só encontra paralelo no extraordinária clima de parceria que se estabelece entre quem escreve e quem lê. Não é por outro motivo, penso, que há quem passe entre 10 e 12 horas por dia navegando (termo preciso) na internet, transformando-se o navegador num potencial repassador de matérias, ou seja, num internauta. Em troca, o que nos dá os jornalões? De início, uma soma de mistificações, distorções e mentiras de estontear qualquer Mike Tyson. Com efeito, salvo hiatos, o seu noticiário, editoriais e as “análises” dos seus “formadores de opinião” estão sempre, no seio da grande imprensa, sonegando a realidade em função de interesses ideológicos “politicamente corretos” – vale dizer, “utópicos”. Querem um exemplo da perversão? Recentemente, o ex-candidato à presidência da Venezuela, Alejandro Peña Esclusa, um cidadão honrado e opositor pacífico, foi preso em sua residência pelos esbirros de Hugo Chávez, que usaram como pretexto, para tirá-lo de circulação, evidências falsas, afirmando possuir ele um arsenal de bombas num guarda-roupa. Peña Exclusa não é qualquer um: trata-se de um líder integro que provavelmente será, quando a nuvem negra do chavismo passar, o futuro presidente da Venezuela. Pois bem: o que dizem os nossos jornalões sobre o lastimável atentado? Nada ou muito pouco, uma pequena notícia de pé de página, sem direito a chamada, foto ou perfil em box. Onde anda o departamento de pesquisa dos jornais brasileiros que nada nos contam sobre Peña Exclusa, um líder democrático trancafiado por um ditador delirante? Será por ser ele considerado de “direita”? O jornalismo livre e consciente tornou-se uma impossibilidade na chamada grande imprensa nacional: o capachismo ideológico tomou conta de tudo. Mas ele é, ou deveria ser, soberano, visto repudiar qualquer vestígio de opressão ou despotismo, venha de onde vier. Nesta perspectiva, a denúncia da brutalidade cometida por Chávez contra Peña Exclusa deveria ser matéria de primeira página, com direito a acompanhamento diário até a sua libertação. Em suma, eis o que eu queria dizer: o papel do jornalista consciente, com o dom que Deus lhe deu, é o de apurar e dizer a verdade - custe o que custar. Se possível, de maneira clara, integra e objetiva. Cumprir tal tarefa, no entanto, está ficando cada vez mais difícil no jornalismo tupiniquim, com suas alianças espúrias e seus interesses inconfessos. Os jornalões se esmeram, apuram a roupagem visual, contratam “vedetes” e abrem dezenas de colunas para roubar o tempo do leitor. Tudo sem muita importância. Pois diante da grande imprensa um espectro se impõe e apavora: o do jornalismo on line, livre e altivo como um falcão em vôo pleno. Ipojuca Pontes, é um autor e jornalista. A democracia
representativa é
autêntica?
Ou então tecem um discurso florido sobre algo mais imediatista, que no momento aflora musicalmente nas mentes populares, como inflação zero, desenvolvimento e emprego nota 10, saúde e segurança, etc. São capazes, inclusive, de defender ideologias que se configuram contraditórias entre si, contudo dificilmente com sinceridade; no meio do caminho perdem-se em si mesmos e se tornam novamente todos iguais. Na Alemanha, por exemplo, ninguém sabe hoje o que diferencia o partido socialista (SPD) do partido democrata-cristão (CDU); inclusive nas eleições precedentes a de 2009, as causas sociais e previdenciárias pesaram muito na derrota do governo socialista de Schroeder. No Brasil, quem pode salientar as diferenças ideológicas, éticas e morais entre o PMDB e o PDT em face das atuações dos seus prepostos nos Ministérios, no Congresso e nos governos estaduais nos últimos 10 anos? O Partido dos Trabalhadores levantou por vários anos a bandeira dos princípios socialistas. Entretanto, no poder, se acomodou com políticas assistencialistas e não obstante o governo petista dispor de maioria parlamentar durante mais de seis anos, jamais envidou esforços para a concretização da equidade previdenciária ou o impedimento da presença de salários milionários no setor publico e vantagens incomensuráveis para magistrados e altos funcionários, fatos esses que fomentaram mais ainda a má distribuição da riqueza e a desigualdade social. Esta é a razão porque os parlamentares não se sentem vinculados a nada que possa significar o programa ideológico de seu partido. No nosso país, assistimos há pouco a vergonhosa troca de partidos políticos. Na legislatura entre 1999 e 2003, mais da metade dos membros do Congresso haviam trocado de partido político. Há casos inacreditáveis: em 14 de fevereiro de 2005, um parlamentar do Estado de Mato Grosso chegou a trocar de partido político duas vezes no mesmo dia; um deputado de Alagoas se tornou célebre por mudar de partido na "velocidade da luz", como registrou uma revista; em apenas dois anos, entre 1999 e 2001, trocou oitos vezes de legenda, sempre com a intenção de obter um cargo na mesa da Câmara Federal, o que conseguiu finalmente em 2005. Todos esses casos ocorrem porque os parlamentares não estão vinculados a nenhum projeto político de caráter nacional, mas tão somente de caráter pessoal. Não adianta uma lei que proíba a troca de partido político pelo parlamentar; isso em nada alterará o vazio de idéias e programas que representam para os senadores, deputados e vereadores. Agora tentam coibir essas trocas determinando que os mandatos não sejam dos parlamentares, por pertencerem aos partidos. Mas não tem surtido o efeito pretendido. Em outras palavras, os partidos políticos têm pouco ou nenhum significado ideológico, ético ou moral para o próprio parlamentar. Em conclusão, o "representante" nada tem com algo que não o dignifique e nem o vincule juridicamente, nada restando para pensar que esteja representando programa ideológico de seu partido. Alguém com mandato de quatro anos não tem condições de representar os variados objetivos e as diversas vontades populares, entre assuntos e questões simples ou complexas, de milhares ou milhões de eleitores durante 1460 dias. Se para cada matéria, o parlamentar tivessse de consultar e atender aos desejos de seus eleitores, não teria condições de construir e - depois fixar - a conduta a ser tomada. Tecnicamente é impossível, é pura ficção. Os eleitores votam em candidatos atendendo apenas razões pelo nome, fama ou por qualquer detalhe sem nenhuma ligação aos seus anseios pessoais. Afinal, o parlamentar sequer sabe quem efetivamente votou nele (o voto é secreto e portanto, desconhecido); certeza absoluta talvez possa ter em relação aos próximos e participantes ativos de sua campanha, todavia estes podem significar menos de 10% da totalidade de seus eleitores. Ora, se o parlamentar não pode ter tecnicamente a convicção no conhecimento de seus próprios eleitores, como pode ser um representante dos desejos de um número em milhares apenas aparente? Daí então a evidente revelação de que a representação é meramente simbólica e irreal. E é um simbolismo criado pelo direcionamento da campanha imposta pelo próprio candidato e jamais por supostos eleitores. É por isso que, freqüentemente, consideráveis disparidades sucedem-se entre os desejos da população de uma comunidade e as atitudes das casas parlamentares. De fato, os desejos dos cidadãos comuns e dos ´representantes´ chegam praticamente até mesmo a se contradizer. Em um país bastante desenvolvido como a Alemanha, com excelente índice de alfabetização e educação, constatou-se que 10% dos eleitores não sabiam o nome correto dos deputados federais em que votaram nas eleições de 2005; o que equivale a dizer que cerca de 6 milhões de eleitores alemães demonstravam não ter exato conhecimento sobre os seus candidatos, quanto mais sobre os seus procedimentos no Bundestag. Esse índice sobe para 20% entre os irlandeses e a 30% entre os portugueses. No Brasil, conforme pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV/Opinião de 2003), esse índice alcançou 53% passados apenas três meses das eleições em 2002, correspondente a mais de 50 milhões de eleitores. A Representação Política é uma frágil ficção. A sua representação é mentirosa e não poderia ser de outra maneira, porquanto sua estruturação não foi construída em bases cientificas e filosóficas, contudo uma invenção do acaso que sempre sofreu os propósitos de grupos privilegiados. Prof. José Vasconcelos é advogado e autor do livro "Democracia Pura" O agricultor nasce
com a arte de
cultivar a terra
O homem do campo é um guerreiro, que supera vários tipos de intempéries, como das climáticas à falta de seguro, logística e incertezas na comercialização. Na busca pela produção de alimentos vários trabalhos são sendo executados, desde o cuidado com adubação, manuseio de sementes, cuidados com máquinas e implementos até os tratos culturais. Conceitos estes fundamentais para que exista produtividade e renda aos agricultores. Quem planta sempre tem a ambição de colher, porém, é preciso usar as técnicas eficazes para obter resultados. Nós da Copercampos trabalhamos para que os agricultores continuem a trabalhar no campo. Temos hoje, uma infinita variedade de produtos a serem fornecidos, como cultivares de soja, híbridos de milho, sementes de feijão e com o fertilizante biológico BioCoper temos resultados na produção desde hortifrutigranjeiros, como nas culturas tradicionalmente produzidas em nossa região. A cada ano que passa, mais desafios são impostos aos agricultores. E esta data é uma demonstração do respeito que o trabalho no campo realizado por nós agricultores possui, sendo merecedor de manifestações de agradecimento. Queremos nesta data especial para nós e para todos da sociedade, parabenizar e agradecer a todos que lutam para que a atividade do agronegócio conquiste resultados e que a nossa arte de cultivar as plantas seja a cada dia mais valorizada e obtenha mais sucesso. Cláudio Hartamann, Diretor vice-presidente da Copercampos Consciência Política: Sem ela
não
transformamos nossa vida
Com a conquista da Grécia pelos macedônios (322 a. C), percebemos que os antigos valores gregos sofreram transformações e mesclaram-se com outras tradições culturais. De vários modos, desfigurou-se a relação política entre cidadãos e cidades, marcada pela participação daqueles nos destinos desta. Neste contexto de declínio da vida política, cresceu o interesse pela vida privada, a intimidade, as “artes de viver”. Um dos principais filósofos desta época, Epicuro, aconselhava que as pessoas se afastassem das atribulações sociais, dos conflitos políticos e buscassem paz e prazer na esfera privada. “Viva oculto” foi um de seus mandamentos; que se traduz em meta inalcançável, pois viver é expor-se: a chuvas e trovoadas, justiças e injustiças, conquistas e frustrações. Esta ascensão e queda da política no mundo grego sugere reflexões sobre certas tendências encontradas nas sociedades atuais. Durante boa parte dos séculos XIX e XX, a política empolgou as pessoas chegando a ser considerada aspecto fundamental da vida humana. Muitos historiadores e filósofos, inclusive, a elegeram como tema central de suas pesquisas e ensaios. Grandes pensadores expressaram-se sobre esta relevância da política e, dentre eles, Norberto Bobbio afirmava que “o poder político é, em toda sociedade de desiguais, o poder supremo, ou seja, o poder ao qual todos os demais estão de alguma forma subordinados.” Com isso, sublinhava, por exemplo, que embora o poder econômico seja essencial para o mais rico subordinar o mais pobre, somente o poder político - instituindo a coerção social legalizada - serve, em casos extremos, para submeter socialmente as pessoas, fazendo-as obedecer à norma estabelecida. Ainda que seja preciso continuar a política por meio da guerra – para aludir à frase de Karl Von Clausewitz. Apesar dessas constatações, houve, nos últimos cinquenta anos, um desencanto político que se espalhou por grande legião de pessoas nas sociedades ocidentais. Desencanto movido pela decepção face aos partidos de diferentes espectros e dos governos que estes engendraram. Propagou-se entre muitos jovens um desprezo e um desinteresse a respeito dos rumos da cena pública. Deixar a política de lado para cuidar da própria vida tornou-se tendência expressiva da mentalidade contemporânea. E é como reação a essa tendência individualista que enfatizamos a voz dos que proclamam a inseparabilidade da vida social e da vida pessoal. Em outras palavras, enfatizamos a necessidade fundamental da educação política. Evidentemente, política não é apenas ocupar-se das ações dos governantes e seus detalhes personalistas. Relembrando Bertold Brecht, alfabetizar-se em política é adquirir consciência de coisas elementares da vida, como as causas do preço da comida, da roupa, da moradia, do remédio. É saber que não há sucesso profissional sem condições sociais de trabalho. Nem paz de espírito sem segurança social. Enfim, consciência política é compreender que nossa existência está profundamente vinculada à das pessoas com quem convivemos; consiste, por exemplo, em procurar impedir, por meio do voto responsável, a eleição do político “ficha suja” — aquele que pretende nos fazer acreditar que o mundo é assim mesmo, cada um por si e pronto. Pois este político corrupto anseia que desprezemos a política para que ele continue nos roubando e degradando nossas vidas. Gilberto Cotrim, Professor de História graduado pela Universidade de São Paulo (USP).
Desvantagem
competitiva
O objetivo é contribuir para que número crescente de empresas adote processos produtivos cada vez mais sustentáveis, respondendo ao desafio prioritário da humanidade de reverter as mudanças climáticas e recuperar a salubridade do habitat. Para se ter ideia do alcance da iniciativa, ela aplica-se a um parque empresarial que se constitui no principal exportador da moda brasileira, emprega 518 mil trabalhadores, fatura cerca de R$ 28 bilhões, recolhe R$ 1 bilhão em impostos anualmente e é responsável por cerca de 40% do faturamento de toda a indústria têxtil e de confecção do Brasil. Portanto, justifica-se de modo pleno o esforço despendido na elaboração do manual técnico, resultante de abrangentes estudos, realizados ao longo de dois anos. A preocupação com a sustentabilidade é um compromisso inalienável de empresas, entidades de classe e governos. Não fosse a consciência ambiental, intrínseca às sociedades civilizadas, há toda uma questão relativa ao marketing e ao comércio interno e externo. Povos e nações tendem a repudiar bens e produtos processados à revelia da proteção ambiental, de condições humanas de trabalho, de salários dignos e da qualidade dos insumos e matérias-primas. Espera-se, assim, que os investimentos que temos feito em sustentabilidade, qualidade, pesquisa/tecnologia, inovação e design nos credenciem a ingressar nos mais exigentes e politicamente corretos mercados. Nesta década, a indústria têxtil brasileira já investiu mais de R$ 10 bilhões nessas áreas, sendo São Paulo o carro-chefe na aplicação desses recursos. Estamos fazendo grande esforço para ampliar o mercado externo, tendo a qualidade e o compromisso com a sustentabilidade como diferenciais competitivos relevantes. Nos primeiros cinco meses de 2010, as exportações da indústria têxtil paulista foram de US$ 191,1 milhões, o que significa aumento de 32,48% na comparação com os US$ 144,2 milhões registrados no exercício anterior. O número seria de fato expressivo caso as bases de comparação não fossem tão baixas. No mesmo período de 2008, antes da crise mundial, o valor exportado era de US$ 212 milhões. Na verdade, estamos nos recuperando lentamente, mas não chegamos às performances pré-crise. Contudo, é um alento saber que numerosos consumidores, de muitos países, têm acesso aos nossos produtos. As importações de têxteis e vestuário, por outro lado, continuam vultosas. De janeiro a maio, foram de US$ 443,7 milhões (mais 21,72% ante os US$ 364,5 milhões de 2009), resultando em déficit de US$ 252,6 milhões na balança comercial, 14,66% maior em relação a igual período de 2009. O irônico é que, enquanto investimos em sustentabilidade e qualidade, nosso mercado está exposto a imensa quantidade de produtos fabricados sem grandes preocupações quanto àqueles quesitos da economia civilizada. Isto afronta o conceito de consumo responsável. Mais do que nunca, o ato de comprar não pode ser dissociado de uma atitude cívica perante as consequências sociais e ambientais inerentes à produção. Tal consciência é fundamental, inclusive na formação das novas gerações. Um desconfortável exemplo quanto a produtos alheios a esses valores é o comércio bilateral com a China (saldo negativo de US$ 140,77 milhões na soma de janeiro a maio). Este, aliás, é um dos principais pontos de desequilíbrio da balança. É óbvio que a indústria têxtil de São Paulo continuará investindo em produção limpa, aprimoramento tecnológico, excelência e design. Afinal, jamais aceitaremos ter como parâmetro de competitividade as práticas de economias não alinhadas às leis de mercado e aos paradigmas da responsabilidade socioambiental. Considerando essa inegociável premissa, seria muito importante que se mitigassem nossas expressivas desvantagens ante concorrentes internacionais quanto aos juros, impostos, acesso ao crédito e taxa de câmbio. O consumidor brasileiro ficaria eternamente grato! Rafael Cervone Netto é o presidente do Sinditêxtil-SP e presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo. SC é discriminada
pelo
Governo Federal
Precisamos ponderar que Santa Catarina conquistou praticamente sozinha essas virtudes, principalmente se analisarmos os investimentos do Governo Federal em nosso estado nos últimos oito anos. Chegou a quase zero o percentual de transferências voluntárias sobre investimentos do Governo Federal sobre a receita corrente líquida do Estado de Santa Catarina em 2009. Há dez anos esse valor alcançava 20,1% da nossa receita e no último ano do Governo Fernando Henrique Cardoso foi de 14,1%. No primeiro ano do Governo Lula fomos boicotados, atingindo um percentual de 2,3% essa transferência voluntária. No ano passado foram apenas 0,5%. Está claríssimo que o Governo Federal não gosta de Santa Catarina. A previsão orçamentária da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) que o Governo Federal iria transferir para o nosso estado em 2009 era de R$ 92,9 milhões, porém só remeteu R$ 35 milhões. E esse recurso não viria de vontade própria do Governo, é imposto que todas as pessoas que utilizam veículos pagam. Sofremos, também, com redução de transferência de IPI. Foram 38,4% menos que em 2008. Isso significa dizer que enquanto o Governo Federal encheu os bolsos das montadoras no eixo Rio/São Paulo/Minas Gerais, nosso estado sofreu com o sufoco das agroindústrias. Enquanto as montadoras tiveram isenção de IPI, somente um ano e meio depois de instalada a crise financeira mundial é que o Governo Federal concedeu benefícios para as agroindústrias, porém não em forma de redução de IPI, mas de empréstimo via BNDES. Dizem que o Governo do Estado não investe em Educação ou que precisaria aumentar os recursos nessa área. Entretanto, o Governo Federal previu um repasse de mais de R$ 1,4 bilhão para 2009 via FUNDEB, mas reduziu 14% desse montante. Tivemos menos recursos para Educação em 2009 do que em 2008. A remessa de recursos para o Estado de Santa Catarina cresceu como “cola de cavalo”, ou seja, para baixo. Enquanto que os sindicatos e organizações não governamentais no Brasil receberam verbas milionárias. Esse é o verdadeiro Governo Federal, que discrimina o povo e o Estado de Santa Catarina. Não há retorno dos impostos recolhidos aqui. Não há devolução daquilo que o Governo Federal absorve em nosso estado, e ele ainda deixa “à mercê” as obras de sua competência, como a duplicação do trecho sul da BR 101, a duplicação das BR’s 282, 280 e 470. Do R$ 1,9 bilhões prometidos em obras do PAC faltam R$ 1,3 bilhão. Essa apologia ao crescimento dos investimentos do Governo Federal ao estado de Santa Catarina é um desacato a realidade catarinense. Fomos abandonados por esse governo e a prova está no orçamento do Estado e nos recursos prometidos e nunca chegados. Marcos Vieira, Deputado Estadual pelo PSDB © 2006 – Bom Dia SC - Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Bom Dia SC. |
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