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 Santa Catarina ,   


Os Direitos

 Humanos das Mulheres
 

Indubitavelmente,na contramão dos inúmeros avanços que foram observados nas últimas décadas, as desigualdades econômica, social e política entre os sexos seguem persistindo nas diversas sociedades do planeta. Quando analisamos os números friamente, percebemos que as mulheres estão concentradas em alguns tipos de profissões, e, num contexto geral têm restrições de acesso aos espaços de decisão no mundo político e econômico.No âmbito familiar sofrem mais violência, vivem a dupla jornada de trabalho e são as mais penalizadas com o sucateamento de serviços e políticas sociais. Um olhar crítico se apresenta quando a discriminação sexual se articula a outras, como a de classe social, raça, etnia, idade, orientação sexual. Diante dessa realidade o avanço dos direitos humanos nas diferentes sociedades depende do reconhecimento e do enfrentamento a situações que limitam o desenvolvimento de milhões de mulheres. Por meio dessa atuação, os movimentos de enfrentamento ligados às questões raciais, étnicas, orientação sexual, ambiental, vêm contribuindo para a reformulação global da concepção dos direitos humanos, trazendo novos significados a toda essa questão.

É cediço que a luta pelo reconhecimento dos direitos humanos das mulheres não é de hoje,na verdade, ocorre há séculos. Na história contemporânea, um dos marcos foi a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, elaborada por Olympe de Gouges, ativista da Revolução Francesa (1789).Por ter apresentado a Declaração à Assembléia Nacional Francesa, Olympe foi condenada à morte na guilhotina. Vale frisar que entre as contribuições do movimento de mulheres para a ampliação do conceito de direitos humanos está o reconhecimento das violações de direitos que ocorrem no chamado mundo privado e das relações afetivas. Até a década de 1970, o movimento de direitos humanos centrava sua luta na denúncia de situações ocorridas no âmbito público, em sua maioria, promovidas por governos centralizadores.

Essa concepção foi incorporada às resoluções da Conferência Mundial de Direitos Humanos de Viena (1993). O Programa de Ação de Viena estabelece
que os direitos humanos das meninas e mulheres são parte inalienável, integral e indivisível dos direitos humanos universais e que todas as formas de exploração e assédio sexual são incompatíveis com a dignidade da pessoa humana. Pela primeira vez, um documento internacional previa que os Estados deviam responder pela violação de direitos humanos no âmbito privado e que cabia aos governos a reformulação de legislações e que as mesmas fossem fulcradas na equidade entre os sexos.

Tal determinação foi reforçada na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (Cairo, 1994), na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Social (Copenhague, 1995) e na IV Conferência Mundial sobre Mulher (Beijing, 1995). No Cairo, os direitos sexuais e reprodutivos passaram a ser considerados direitos humanos fundamentais e os Estados signatários reconheceram também que a maternidade, a reprodução e o cuidado da família continuam sendo utilizados pela sociedade para negar às mulheres o desempenho de outros papéis na sociedade e seu desenvolvimento pleno.

Seguindo nessa seara histórica acredito que o principal mosaico internacional de proteção dos direitos das mulheres foi a Convenção sobre a Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a Mulher (1979). No continente, o principal é a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, conhecida como Convenção de Belém do Pará (1994). Ambos foram ratificados pelo Brasil e têm força de lei.

O mais importante, independente da evolução histórica é que não importa em que esfera, no campo político, econômico ou administrando uma humilde choupana; a mulher,evidentemente,em sua visão mais ampla, tem papel decisivo na construção de um mundo melhor,e do nosso futuro com um todo; haja vista, a proximidade com a formação com o horizonte de nossas gerações.Em função de sua proximidade com os pequenos rebentos;em sua fase inicial de vida é a mulher que acompanhará os primeiros passos da formação e sedimentação dos ideais do “novo cidadão”,e esses deverão ser eivados de dignidade,respeito e educação para que o mesmo possa ser cumpridor de seus deveres e cônscio de seus direitos. É o que precisamos, para começarmos a entender nosso papel nesse mundo.

Rosildo Barcellos, Articulista


Mulher é

 ser anfitriã do amor


Dalmir Sant’Anna –

 Palestrante comportamental

O ser humano precisa observar com mais carinho e generosidade, toda doação, compreensão e tantos outros sentimentos de ternura que envolve o coração, ao reconhecer o poder mágico de uma mulher. Seu coração está repleto de lições de polivalência, bondade, superação e segredos unicamente maternais, que expressam a beleza de viver e assumir desafios, sem deixar jamais de abandonar os exercícios de amar e perdoar. A mulher sabe, de maneira generosa agradecer e com sabedoria, transforma erros em lições de vida.

Portadora do infinito amor - Indiferente da classe social, a mulher é uma batalhadora, que mesmo em situações de baixo astral, administra as emoções de modo a buscar liberá-las, quase sempre na hora correta e da forma mais adequada, para servir com solidariedade e dedicação. Chora escondida, para não revelar suas fraquezas, mas busca conhecer suas falhas, aprender como lidar e manter a harmonia aliada ao bem estar. Verdadeira heroína, diariamente é capaz de encarar o trabalho, não como uma obrigação, mas como uma opção de desenvolvimento humano e valorização da autoestima.

Valoriza a motivação para viver de bem com a própria vida - Conte quantas letras é preciso para escrever a palavra alegre. Agora conte quantas letras é preciso para escrever a palavra triste. Você percebeu, que ambas palavras são formadas pela mesma quantidade de letras? A mulher fortalece cada situação da vida e com sinergia procura encontrar o melhor caminho pra realizar o exercício de avaliar suas ações, atitudes e o próprio comportamento. Lembre que a vida apresenta duas opções com a mesma quantidade de letras (alegre ou triste), entretanto, a aplicabilidade das letras, oferece resultados opostos para a superação de metas e desafios.

Diante do destaque profissional e da expressiva competitividade apresentada pelo mercado de trabalho, a mulher apresenta determinação e polivalência para superar desafios, através da aceitação das rápidas transformações geradas pelo progresso tecnológico e com a expansão das atividades nos mais diversos segmentos profissionais. O estilo feminino de ser, demonstra que a mulher é sensível, cautelosa e persistente, bem como, utiliza de suas competências para superar desafios pessoais, profissionais e emocionais. Lembre que você, somente realiza esta leitura, porque uma mulher aceitou ser mãe e consequentemente, ser uma anfitriã do amor.

Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, pós-graduado em Gestão de Pessoas, bacharel em Comunicação Social e mágico profissional.


Caravana pelo

Código Ambiental

 


Valdir Colatto, deputado federal

Na semana passada, como membro titular da Comissão Especial do Código Ambiental, acompanhei o deputado Moacir Micheletto (PMDB/PR), presidente da comissão; o relator Aldo Rebelo (PCdoB/SP) e os deputados Paulo Piau (PMDB/MG) e Anselmo de Jesus (PT/RO) numa maratona de audiências públicas em São Paulo, nas cidades de Assis e Ribeirão Preto, em Minas Gerais, em Uberaba e Belo Horizonte e no Amazonas, em Manaus e em Boa Vista, Roraima.

Foram muitas horas de debates sobre as leis ambientais com a sociedade, cientistas, agricultores, ambientalistas, ONG´S, empresários, prefeitos, deputados estaduais e vereadores que mostraram os problemas e indicaram soluções dentro das realidades de cada estado e região.

Unanimidade dos estados visitados foi a necessidade de descentralização, como fez Santa Catarina, ao respeitar o artigo 24 da Constituição Federal, que trata da legislação ambiental concorrente, dando competências de normas gerais à União e aos estados e municípios a autonomia de legislar sobre suas características específicas.

Também foi consenso entre os participantes dessas audiências a adoção de novos conceitos para a Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP) somados por estado e não por propriedade, além do respeito às áreas consolidadas urbanas e rurais, pagamento por serviços ambientais, zoneamento econômico-ecológico por estado, e competência legislativa específica para cada unidade de federação e municípios. Também moratória de no mínimo de 10 anos com projetos e recursos para o planejamento técnico- científico da ocupação territorial para atividades rurais e urbanas.

Dos problemas dos estados visitados, colhemos informações importantes de suas comunidades como o apelo pelo respeito às atividades consolidadas. Também a realidade do Amazonas com 98% de mata intocável e da Zona Franca de Manaus que é a única fonte viável de emprego e renda para aquela população que somados aos estados que compõem a Amazônia Legal detém 61% do território brasileiro, onde lá vivem 25 milhões de pessoas e 250 ONG´s que fazem a festa nas mais diversas atividades, nem sempre legais e claras.

Em Roraima, um estado maior que o Paraná e com uma natureza e recursos naturais incomparáveis, agora entrada do MERCOSUL pelo norte, tem 95% do seu território com florestas, apenas 5% do seu território disponível para a produção agropecuária e urbana, 500 mil habitantes que importam carne, leite, hortaliças e compram energia da Venezuela, pois uma usina na região não pode ser construída por que o IBAMA não autoriza licença ambiental.

Aquele estado maravilhoso, com riquezas sem igual, está engessado pelas regras e normas ambientais, pelas áreas indígenas tuteladas pela Funai, órgão que conseguiu ser rejeitado por unanimidade, em que brancos e índios os repudiam e criticam publicamente.

Dos depoimentos ouvidos pela Comissão Especial, o que mais me chamou atenção foi o do índio Silvio da Silva, cacique da tribo Macuxi, líder de 51 comunidades indígenas, com 10 mil indígenas em 1,7 milhões de hectares da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.

A declaração do indígena foi que as autoridades brasileiras deveriam conhecer Roraima e sentado à mesa com os agricultores e com os índios, pacificamente, e que assim, acreditam, nunca teriam criado a área continua Serra do Sol. A manifestação do cacique criticou o Congresso Nacional quando disse “continuam inventando muita legislação ambiental, prejudicando também o povo indígena e não podemos fazer nada por que a lei está feita”, completou.

Silvio da Silva relatou com indignação que os agricultores foram expulsos e não se produz mais o arroz que gerava emprego para muitos indígenas naquela região. E a indagação do cacique foi “o que vamos fazer agora com tanta terra? Para o governo índio não é gente”. E continuou relatando que onde os agricultores plantavam não tinha mato, mas tinham bichos porque tinha comida e, hoje, não tem mais nada. “Será que o governo quer 10 mil índios disputando comida com os urubus? Será que é isso que a Funai quer?”, relatou inconformado o cacique.

Do indígena, escutei ainda que hoje a área demarcada não têm pássaros, não tem caça, não tem emprego, nem arrozais e os índios deslocam-se para a cidade em busca de emprego. Lá, nos centros urbanos, a realidade difere muito da vida indígena em comunidade e as dificuldades cotidianas prevalecem. O cacique relatou a dificuldade que eles tem em compreender as posturas do atual governo afirmando que “a miséria é tanta, não temos autorização para plantar pois agora pelas leis do Código Florestal Brasileiro, as terras indígenas estão numa tal de Área de Preservação Permanente”.

Foi com essa declaração que deixei a última audiência pública da Comissão Especial realizada na cidade de Boa Vista e multipliquei minha certeza de continuar essa luta a favor de um Código Ambiental justo para todos os brasileiros, para o meio ambiente e para a produção. A luta precisa continuar, só está começando.

Valdir Colatto, deputado federal PMDB/SC, Presidente da Frente

 Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional


Programação televisiva inadequada,

um inimigo dentro de casa

Estar dentro de casa era antigamente sinônimo de segurança e proteção. Afinal, qual mãe não ama ouvir o barulho da fechadura da porta, denunciando a chegada do filho ao lar? Ainda hoje, vemos crianças sendo buscadas na escola por seus pais ou por pessoas de inteira confiança, numa tentativa de salvaguardar os filhos da violência, da malícia e de tantos outros males que assolam o mundo.

Ao estarem em casa, os pais acreditam que os pequenos estão livres de ameaças. Mas será mesmo que no conforto de seus lares nossas crianças estão realmente seguras.


 Erika de Souza Bueno

 A resposta pode não atender às expectativas de muitos, pois dependerá, basicamente, da programação de TV que está sendo oferecida às crianças, que, é bom lembrar, são o futuro da nação.

Digo isso porque conheço muitos pais que, ao chegarem exaustos em casa, depois de um dia repleto de exigências ou mesmo de frustrações, vendo seus filhos cheios de energia, não conseguem achar forças para dispensar a devida atenção que eles tanto esperam. Com isso, a alternativa encontrada por muitos é ligar a televisão e atrair seus pequenos ao mundo que a TV oferece. Então retorno à mesma questão: Estão nossas crianças realmente seguras dentro de nossos lares?

Para que a segurança seja real é preciso um olhar mais atencioso para o conteúdo que está sendo apresentado na TV. De nada adianta trancarmos o portão e buscarmos os filhos na escola se não filtrarmos o que eles estão assistindo dentro de casa. É necessário pensarmos, também, que a programação televisiva no horário que muitos de nós chegamos do trabalho nem sempre é adequada à faixa etária infantil, e nós, como pais, professores e cidadãos, não podemos, em hipótese alguma, fazer vista grossa à essa verdade.

Em lugares como cinemas e teatros, não é permitida a entrada de crianças quando está sendo exibido algo inadequado à inocência natural delas. Lembro-me de, às vezes, ao estar próxima de alguns meninos e meninas, ouvir comentários sobre cenas de algumas produções da TV que não são para a idade deles. Portanto, incentivo os pais e professores a olhar com mais atenção para nossas crianças, não permitindo que elas assistam a programas inadequados. Não deixem que a televisão se transforme em um inimigo dentro de sua própria casa.

 Erika de Souza Bueno é Consultora Pedagógica em Língua Portuguesa

 do portal Planeta Educação www.planetaeducacao.com.br


Receita de Felicidade

 


 Návia T. Pattussi, psicanalista

Parece piegas o título deste artigo, para não dizer... mas dizendo..., ridículo. Mas enfim, vira e mexe creio que todos nós em algum momento nos questionamos quanto ao que fazer para vivermos mais felizes, posto que, em última instância, quem não busca isso?

Digamos que seja uma busca atávica essa de encontrarmos felicidade. Busca que transcende a história, os costumes, as épocas. O perfil psicológico do ser humano mudou e sempre trouxe consigo o reflexo das leis biológicas, sociais, econômicas e culturais de uma determinada época. As necessidades do homem do século XXI, em termos afetivos, materiais, sociais, políticos e econômicos por certo não são as mesmas daquele da Idade Média ou da antiga Grécia.

Porém, em que pese essas diferenças, o desejo de ser feliz é algo que se mantém, como se fosse uma linha de ligação entre os tempos, entre os homens. O que muda é a forma de pensar-se feliz. Uns imaginando alcançar um grande amor, outros, ganhando mais dinheiro, alguém, tendo filhos e enfim, a lista pode ser infinita. São momentos apenas... tudo bem... pois como dizia Vinicius de Moraes, que sejam eternos enquanto duram. A finitude deles talvez seja a marca do que é ser feliz. Somos felizes por que há a dimensão do tempo. Tudo acaba e nada dura para sempre, tanto para o bem quanto para o mal. Quando algo se mantém por um tempo indeterminado, a sensação de felicidade se esvai. Parece que tem que haver a surpresa, o embevecimento do encontro com o desconhecido, o novo. Na verdade nada é igual: como o tempo não se mantém, o vivido não volta mais e, portanto os novos momentos não serão exatamente iguais aos que foram experienciados.

Temos a tendência a repetir determinados padrões de comportamento, como por exemplo, o mesmo jeitão de relacionar-se com as pessoas, a mesma forma de amar, etc, porém, a nova vivência sempre traz consigo a marca do inusitado, da diferença também. Para sentir o prazer dos momentos felizes eles precisam ter fim e... ter o recomeço, para que consigamos demarcar a diferença entre o que nos apraz ou não.

Voltando à Receita de Felicidade, podemos dizer então que os ingredientes mudam de acordo com o gosto de cada um, o que significa que não há uma receita que sirva para todos. Porém, digamos, que algumas evidências se mantêm, quanto ao “modo de fazer”. O filósofo grego Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, escrito em torno do ano 347 antes de Cristo, coloca:

“Contudo, mesmo que a felicidade não seja uma graça concedida pelos deuses, mas nos venha como um resultado da virtude e de alguma espécie de aprendizagem ou exercício, ela parece incluir-se entre as coisas mais divinas . quem quer que não esteja mutilado em sua capacidade para a virtude pode conquistá-la por meio de um certo tipo de estudo e esforço. Mas se é preferível ser feliz dessa forma a sê-lo por acaso, é razoável supor que seja assim que se atinge a felicidade... Confiar ao acaso o que há de melhor e de mais nobre seria um completo contra-senso.” (Claret,2007, p.31)

Dentro dessa concepção, há que se ter disciplina para alcançar alguns objetivos. De nada serve uma inteligência e sensibilidade se não forem canalizadas através de métodos de estudo, por exemplo, ou de estratégias para alcançar metas. Quanto aos sentimentos também ocorre algo semelhante. Para realizar nossos anseios vale o olhar premeditado, a conversa ensaiada o rumo delineado para alcançar o horizonte, mesmo que...chegando lá... nos alegremos e tenhamos que pensar... e agora, para onde vou?

OBS: As receitas culinárias nos servem para fugazes momentos. A cada vez que fazemos um bolo recorremos a elas, posto que ele sempre acaba e precisa ser feito novamente para degustá-lo.

 Návia T. Pattussi, psicanalista


A importância do apoio

do Poder Público para o Carnaval


Gilmar Bonamigo - Presidente da Liesjho

Deputado Jorginho Mello, Governador Luiz Henrique da Silveira,Prefeito Rafael Laske e o Secretário Regional Jair Lorezentti, não mediram esforços para garantir realização do maior evento de nossa região

 Já dizia o cantor, que sonho que sonha só é apenas um sonho, sonho que sonha unidos é realidade, restando apenas algumas horas para o maior espetáculo de Joaçaba e Herval d' Oeste, a avenida XV de Novembro, ganhando formas de avenida do samba e por fim a batida forte das baterias durante os ensaios, demonstra a grandeza deste evento e a importância perante a comunidade, porque são milhares de pessoas envolvidas e encantadas com o espetáculo que a escolas de samba das duas cidades levam para a avenida. Mas isso só é possível e só se pode tornar realidade graças ao apoio direto do poder público, principalmente através do Funturismo, citando diretamente o empenho do Deputado Jorginho Mello, do Governo Luiz Henrique da Silveira e também do Prefeito Rafael Laske e do seu vice Joventino de Marco além do secretário de desenvolvimento regional de Joaçaba Jair Lorezentti, que foram unânimes em atender nossos pedidos.

O Governador Luiz Henrique vem tendo um papel fundamental no carnaval de Joaçaba, já que através de seu governo, pelos mecanismos de cultura e turismo, ele assegurou repasses financeiros indispensáveis para o evento. Além disso, o Governador se demonstrou um parceiro efetivo do nosso carnaval, honrando-nos, sempre, com sua presença, demonstrando assim que, realmente, ele não apenas estimula um gesto governamental institucional, mas que, de fato, procura ter uma participação efetiva nos eventos culturais que promovemos. Por outro lado, ressaltamos também, e com muita ênfase, o trabalho que o Deputado Jorginho Mello tem feito, ao longo desses anos, no sentido de nos ajudar a ter sucesso, não só financeiro, mas também promocional e institucionalmente. Através de sua gestão político-administrativo, o Deputado tem nos assegurado até uma certa tranqüilidade para a realização anual do evento, e isso nós temos procurando enaltecer, sempre. Não poderia deixar de citar ainda o Prefeito Rafael Laske e o seu vice Joventino de Marco, de Joaçaba, que com souberam reconhecer a importância do nosso evento, aumentando o apoio financeiro e ainda realizando os repasses de forma antecipada auxiliando as escolas de samba e a própria liga. Por fim Jair Loressenti importante elo entre nossa comunidade o Governo do Estado, estando sempre disposto e incansável na luta burocrática e política de viabilizar os recursos em tempo hábil.

Tivemos ainda outros exemplos, como o do deputado Valdir Colatto que destinou uma emenda de 100 mil reais direta pra liga das escolas de samba, ajuda muito importante e que demonstra como lideranças políticas reconhecem nosso trabalho.

Parceria é algo fundamental e nesse ano o resultado será melhor ainda. Com certeza ainda temos muito que evoluir e para isso contamos com essas mãos amigas que até agora não nos decepcionaram. Digo diretamente a eles, que quando se admirarem em ver o belo espetáculo na avenida, que saibam que isso só aconteceu graças ao apoio de cada um.

Por Gilmar Bonamigo, presideNte da LIESJHO


Chuvas,

 alagamentos e lixo
 


 Eduardo Van Roost é diretor da Res Brasil

As chuvas intensas têm causado estragos de grandes proporções, como alagamentos, enchentes, deslizamentos em vários Estados, além de doenças. As regiões Sul e Sudeste estão entre as mais afetadas. Só a cidade de São Paulo registra em janeiro o mês mais chuvoso em 60 anos, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Todos os problemas causados pela chuva são ainda mais agravados quando falamos no lixo nas ruas, que entopem bueros e geram grandes alagamentos.

Nesse período de caos, basta olhar os rios e córregos que transbordam sujeira, especialmente sacolas plásticas e garrafas pet.

 A conseqüência do descarte incorreto é o entupimento das galerias pluviais urbanas, que impede que a água escoe livremente. Assim, é comum acontecer alagamentos próximos aos locais com pouco escoamento das águas da chuva. Para piorar, doenças como a leptospirose também são frequentes nas regiões afetadas.

Em seminários de que participo, tenho sempre discorrido sobre o papel que cada um de nós, cidadãos, governantes e empresas, devemos ter. Não é um trabalho individual, mas em conjunto; é uma cadeia. Porém, é verdade, as ações precisam começar individualmente.... O start pode ser feito dentro da sua casa, no manejo do lixo orgânico, na separação dos materiais para reciclagem, no consumo consciente.

Você acha que está fazendo sua parte? Vejamos. Quando você vai ao supermercado, por exemplo, carrega uma sacola reutilizável (de pano) na bolsa ou no carro para fazer as pequenas compras? Na farmácia, dispensa um saquinho na hora de guardar uma cartela de comprimidos? Se sua resposta for não, sugiro uma reflexão. Só use as sacolas quando for realmente necessário. Elas são muito úteis e práticas, mas devemos consumir de forma consciente e sem desperdício.

No curto prazo, podemos pensar – e exigir – políticas públicas consistentes para promover a reciclagem, que evitariam tanta sujeira nas ruas e rios durante as chuvas. Como a reciclagem parece não decolar de vez no Brasil, outra alternativa seria o uso de sacolas reutilizáveis, que dispensa a sacolinha plástica. Outros materiais que têm sido adotados em grande escala no mundo são as embalagens biodegradáveis (de origem orgânica como amido de milho e mandioca, destinadas à compostagem) e as oxi-biodegradáveis (com aditivo que acelera o tempo de degradação do plástico).

Todas essas escolhas são um primeiro passo para a redução dos plásticos na natureza. A ideia, claro, não é acabar com os plásticos, mas sim, criar uma consciência nas pessoas e nas indústrias quanto à utilização e descarte. O exemplo cabe a cada um de nós. Dizer que o problema do lixo é só do prefeito da nossa cidade é um grande equívoco. Hoje já existem alternativas para amenizar o excesso do consumo do plástico ou combater seu descarte no meio ambiente.

Qualquer opção que for escolhida por você, acredite, fará uma grande diferença.

Eduardo Van Roost é diretor da Res Brasil, empresa

especializada em embalagens com ciclo de vida útil controlado


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