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BOM DIA RURAL
Evandro Novak
Jornalista DRT 9429/RS

novak@bomdiasantacatarina.com.br  

“Exterminador do futuro é quem não quer que se produza comida neste país”, afirma Colatto
 

11/03 - Brasília - “Essa casa precisa ser respeitada. Nós jamais tratamos mal ou faltamos com respeito às outras frentes parlamentares desse Congresso. Agora fazem uma grande devassa na vida dos nossos parlamentares. Exterminador do futuro é quem não quer que se produza comida neste país”. A afirmação é do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC), durante reunião da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em resposta a campanha “Exterminadores do Futuro” da Fundação SOS Mata Atlântica, contra os parlamentares que estão à frente da aprovação do Código Ambiental Brasileiro, lançada durante a reunião da Frente Parlamentar Ambientalista, nesta quarta-feira (10/03).

Colatto defende que não existe “futuro” se não houver preservação e preocupação com a produção de alimentos. “Ninguém quer radicalizar. Queremos uma legislação com bases técnicas e científicas para a questão ambiental brasileira, que harmonize produção com preservação. Com certeza seremos exterminadores se pararmos de produzir comida para os milhões de brasileiros”, completou o parlamentar.

O presidente da FPA criticou ainda a atuação dos ambientalistas na defesa do Meio Ambiente. “Temos que discutir também a questão do meio ambiente do automóvel, do lixão, das mortalidades dos peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas. O que as Ong´s estão fazendo para isso? A Floresta é uma parte do Meio Ambiente. É preciso discutir isso também no meio urbano”.

Para Colatto, não adianta os ambientalistas exigirem posições da bancada ruralista se não participam das discussões acerca da legislação ambiental realizadas em todo País. “Na audiência pública da Comissão Especial do Código Ambiental no Maranhão, o deputado Zequinha Sarney, presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, não participou da audiência. A população maranhense estava lá para expor as suas necessidades locais e ele fugiu”, ressaltou. A Comissão Especial do Código Ambiental está realizando audiência pública na Câmara e em todo o País, ao todo foram 30 audiências. “Os 26 estados querem o Pacto Ambiental Federativo Descentralizado”.

O presidente recém-empossado da Comissão de Agricultura, deputado Abelardo Lupion estuda levar os responsáveis pela campanha “Exterminadores do Futuro”, como o presidente da Frente Ambientalista Sarney Filho, para serem julgados na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados. “Nós queremos respeito, sermos respeitados. Estamos defendendo um setor produtivo Brasileiro. Não vamos ouvir calados essa ação”, defendeu Lupion.

Requerimentos:

Durante reunião da Comissão de Agricultura, também foi aprovado o requerimento 511/10 do deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, que solicita audiência pública para discutir Lei Complementar 87/1996 (Lei Kandir) que prevê isenção do tributo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), para produtos e serviços destinados à exportação. Para Colatto, “alguns estados não estão respeitando a lei, ao cobrarem o ICMS de frete e produtos exportados. Por isso, é preciso trazer a esta comissão o Conselho Nacional de Política Fazendária, para que o ICMS seja isento em todo o Brasil, e não só em alguns estados”.

Ainda nesta quarta-feira, foram aprovados em bloco três requerimentos que solicitam audiência pública para discutir a Resolução 281 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que “estabelece critérios para o registro de tratores destinados a puxar ou arrastar maquinario de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas e de construção ou de pavimentação”. No início deste mês, Colatto pediu ao Presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres da Silva, um prazo de dois anos para suspender a resolução.


Suinocultura de alta

genética no 15º Dia de Campo

 

Visitantes e produtores estão conhecendo toda a genética empregada para a produção de suínos nas granjas da Copercampos.

Durante os três dias de evento, informações sobre o desenvolvimento genético de suínos, assim como a alimentação especifica para os animais de abate e de produção estão sendo repassadas a todos os interessados no crescimento e sucesso do setor.

Expositores de nutrição animal trazem também ao conhecimento dos interessados, fórmulas e especificações destinadas a cada fase de crescimento dos animais. Visite o 15º Dia de Campo Copercampos durante esta quinta-feira (11), último dia de evento e conheça a mais alta genética em suínos.


USDA: estoques de soja americana estão mais baixos, mas aumenta a produção no Brasil e EUA
 

10/03 - EUA - Relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgado agora a pouco indica que o estoque de soja americano está mais baixo que o mercado estimava. Esperava-se no máximo 5 milhões e 307 mil toneladas, e o relatório indicou 5 milhões e 171 mil toneladas, praticamente 150 mil toneladas a menos.

No entanto, a produção americana para esta safra 2009/20110 mostra aumento de 300 mil toneladas a mais, passando de uma estimativa de 91 milhões e 170 mil ton. para 91 milhões e 418 mil toneladas. Isso graças à produtividade média, que passou de 49,09 sacas por hectare para 49,32 scs/ha.

A produção brasileira de soja deverá crescer mais 1 milhão de toneladas, passando de 66 para 67 milhões de toneladas, enquanto que a Argentina mantem sua produção em 53 milhões de ton. No total, os paises produtores de soja deverão colher 255 milhões e 910 mil toneladas da oleoginosa, enquanto a ultima previsão fixava o máximo em 255,02 ton. Devido ao crescimento, os estoques mundiais de soja também subiram, passando de 59,73 para 60,67 milhões de toneladas.


Pavan assinou decreto que prorroga

 isenção de ICMS na venda de carne suína

 

09/03 - Campos Novos - O governador em exercício Leonel Pavan assinou nesta terça-feira (09) em Campos Novos, decreto isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para a comercialização da carne suína in natura e também para a venda do animal vivo para fora do Estado. A assinatura aconteceu ao meio-dia durante abertura do 15º Dia de Campo, realizado pela cooperativa Copercampos, em Campos Novos. O ato de governo prorroga a isenção de ICMS por mais 45 dias, permanecendo o ICMS zero até 15 de abril deste ano. A medida vem dar continuidade as isenções do imposto à venda de carne suína iniciadas em setembro de 2009 deflagradas para amenizar os impactos da crise econômica mundial, perdas na exportação, entre outros, e que teve resultado positivo na economia do Estado.

Leonel Pavan explicou que Santa Catarina é um estado caracterizado pela agricultura familiar, o que inclui a atividade agropecuária e que por isso a medida positiva na economia e nas principais regiões produtoras do estado. "O governo, com esta atitude, conseguiu contornar a crise, que foi muito grave, mostrando que deseja manter Santa Catarina como principal produtor de carne suína e ampliar mais ainda as vendas tanto no mercado interno como internacional." O secretário de Agricultura Antônio Ceron acrescenta que o governo precisa ajudar o pequeno produtor a atravessar a crise com o aumento do consumo diminuindo o estoque. Hoje o Estado, segundo informações da ACCS, possui um total de 6,3 milhões de cabeças de suínos, com um abate mensal de 650 mil animais. A prorrogação foi uma solicitação da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) através da Secretaria da Agricultura e Secretaria da Fazenda. De acordo com o presidente da ACCS, Wolmir de Souza, o consumidor teve acesso a carne suína. Wolmir destaca que o estado de Santa Catarina é o maior exportador e tem a maior produção do Brasil.


Pintos de corte registram o

 menor volume real em seis meses
 

08/03 - Brasil - Novos dados da APINCO revelam que em novembro de 2009 foram produzidos no Brasil 462,635 milhões de pintos de corte, um volume 7,18% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, época em que – devido à eclosão da crise econômica mundial – o setor “pisou no freio” e reduziu significativamente sua produção. Apesar, porém, do aumento, a produção do mês acabou sendo, em valores reais (isto é, considerado o número de dias do mês), a menor dos últimos seis meses, quase repetindo o que foi produzido em maio/09 (461,811 milhões de pintos de corte).

Em relação ao mês anterior, outubro de 2009, houve uma redução de 8% em valores nominais e de 5% em valores reais. Para o Brasil, a previsão é de reversão da queda já em 2010, superando-se o recorde atingido também em 2008. E, tirando-se o revés registrado em 2009, a expansão deve ser contínua, podendo chegar a 2019 com um incremento de 35%. Atenção, porém, porque isso corresponde a um incremento médio de não mais que 2,5% ao ano. Em relação aos outros três principais exportadores, só Tailândia e China tendem a aumentar suas exportações, enquanto a União Européia tende ao decréscimo. Nos dois países asiáticos, os índices de expansão serão expressivos – na China, de quase 50%; na Tailândia, de aproximadamente 60% - mas sem risco para a hegemonia de Brasil e EUA.


Faesc: grãos

em crise em 2010

06/03 - Santa Catarina - O ano de 2010 será caracterizado por um período de recuperação para o setor de carnes e de perdas para o setor de grãos. Essa é a visão da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) que está solicitando medidas corretivas emergenciais ao governo federal.

São necessárias ações de política agrícola para sustentação de preço, enfatiza o vice-presidente Enori Barbieri. O Brasil terá uma excelente produção de grãos e o mundo também. O segmento da soja será o mais prejudicado. A produção mundial normal de soja é de 230 milhões de toneladas/ano.


Enori Barbieri,

 vice-presidente da Faesc

Em 2009 foram produzidas 220 milhões de toneladas e a previsão para 2010 é de 265 milhões. “Sobram 45 milhões de toneladas de soja”, prevê Barbieri. SC planta cerca de 330 mil hectares e colhe 1 milhão de toneladas.

O preço estava em R$ 40,00 até dezembro, caiu para R$ 33,00 a saca, e vai descer ainda mais. O prejuízo somente não será muito grande porque a produtividade cresceu (chegou a 60 sacas/hectares ou 3.600 kg/há) e compensará a queda de preço.

No caso do milho, a situação é semelhante. Em 2009, Santa Catarina plantou 850 mil hectares e colheu 3,3 milhões de toneladas. Para a safra de 2010 foram cultivados 625 mil hectares para uma colheita estimada em mais de 3,5 milhões de toneladas.

O consumo catarinense é de 5,5 milhões de toneladas. Em dezembro havia um estoque de passagem acima de 10 milhões de toneladas, enquanto a safra 2009/2010 renderá mais de 50 milhões. “É obvio que sobrará milho porque o consumo nacional previsto para este ano é de 45 milhões de toneladas. Haverá excedente de 15 milhões de toneladas de milho”, calcula Barbieri.

A solução é a exportação, mas aí tem outro complicador: a Argentina resolveu ingressar no mercado mundial de milho, vai colher 15 milhões, consumir 5 milhões e exportar 10 milhões. “Inevitavelmente vai tirar mercado do Brasil que, no máximo, conseguirá colocar 6 a 7 milhões de toneladas no mercado mundial”, vaticina.

Os preços estão em queda. O mercado paga R$ 15,00 a saca enquanto o preço mínimo é de R$ 17,00. A boa produtividade das lavouras tecnificadas (150 sacas ou 9.000 kg/hectare) amenizará a queda de preço.

GRAVIDADE

O feijão é outra cultura prejudicada pela queda de preço. O Brasil consome 3,3 milhões de toneladas/ano, tem estoque de passagem de 300 mil toneladas e a safra de 2010 renderá 4 milhões de toneladas. O preço mínimo oficial é de R$ 80,00 a saca, mas o mercado, recessivo, pratica apenas R$ 45,00/saca.

Além desses problemas, os armazéns do centro-sul estão tomados por trigo colhido no final de 2009 (5 milhões de toneladas) e ainda não comercializado em face dos preços deprimidos. Não haverá armazéns para a nova safra de verão. O mínimo é de R$ 32,00 a saca, mas o mercado paga apenas R$ 24,00.

A Faesc cobrou da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura maior agilidade na liberação de recursos para sustentação de preços da safra agrícola, pois, em algumas culturas, nem o preço mínimo é praticado.

O governo disponibilizou R$ 107 bilhões de reais para o plano agrícola 2009/2010. Os produtores e empresários rurais tomaram apenas R$ 68 bilhões. Apesar dos recursos disponíveis, o Banco do Brasil não dispõe de orçamento para operar com EGF e AGF na aquisição de estoques de feijão e milho.


Cotações da

ACCS de Concórdia
 

05/03 -Concórdia -  Suíno - Preço base mais bonificação decarcaça
Aurora – R$ 1,90 o quilo
Perdigão – R$ 1,85 o quilo
Pamplona – R$ 1,90 o quilo
Sadia - R$ 1,85 o quilo
Seara Alimentos - R$ 1,85 o quilo
Suinocultor Não Integrado

Região Oeste/ Extremo Oeste e Sul do Estado
Suíno – R$ 2,30 kg

Milho e Farelo de Soja posto propriedade
Região Oeste
Milho – R$ 20,85 a saca de 60kg
Farelo de Soja – R$ 0,71 o quilo

Região Extremo Oeste
Milho – R$ 17,00 a saca de 60kg
Farelo de Soja – R$ 0,65 o quilo

Região Sul
Milho – R$ 18,70 a saca de 60kg
Farelo de Soja – R$ 0,63 o quilo


Carne de frango: em novembro/09,

 oferta interna foi recorde no ano
 

04/03 - A combinação entre alta produção (980.000 toneladas) e baixa exportação (268.615 toneladas, 27% do total produzido no mês) fez com que a disponibilidade interna de carne de frango de novembro de 2009 fosse recorde no ano.

No mês, permaneceram no mercado interno 711.354 toneladas, volume 14,33% superior ao do mês anterior, outubro de 2009. Em relação ao mesmo mês do ano passado (novembro de 2008, época em que o setor mais sofreu os efeitos da crise econômica mundial) houve uma queda de 6,83% - índice que não teve o menor resultado prático para a atividade, pois, a despeito da redução, o volume ofertado em novembro ficou quase 20% acima da média registrada nos 10 primeiros meses de 2009.


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